O QUE É O LEAN ?

O termo “Lean” decorre de um conjunto de técnicas de produção industrial utilizadas e aprimoradas por décadas pela Toyota no Japão, as quais foram publicadas no livro A máquina que mudou o mundo, em 1990. O Sistema Toyota de Produção, criado e implantado na década de 1950 por Taiichi Ohno, propõe e aplica o princípio de produzir cada vez mais, com cada vez menos, razão pela qual foi batizado de “produção enxuta” (Lean Production ou Lean Manufacturing).

 

Popularizado, copiado e explorado –a princípio por outras montadoras de automóveis, e depois por todo tipo de indústria–, os princípios Lean expandiram-se para além das áreas industriais e passaram a ser aplicados em outras áreas como Logística, Contact Centers, Serviços ao Cliente, Tecnologia da Informação, dentre outras, terminando por se incorporar à estratégia de inúmeras empresas com o nome de “pensamento enxuto” (Lean Thinking).

 

O Lean Thinking tem uma sequência de princípios que buscam entregar ao cliente: (1º) somente o que tenha valor (o que o cliente não valoriza, e que portanto não estará disposto a pagar, é conceituado como “desperdício”) e (2º) com muito mais agilidade (o que só pode ser conseguido, a custos razoáveis, se forem eliminadas ou diminuídas inúmeras barreiras nos processos).

 

Há muitos tipos de desperdícios. O pensamento Lean classifica os desperdícios por tipos, facilitando sua identificação, análise e eliminação. Conheça os sete tipos de desperdício originais do Lean:

 

  • Defeitos (ou erros, ou falhas): implicam desperdício de esforços devido a retrabalhos (em consequência de um produto ou serviço mal feito da primeira vez), refugos (por exemplo, materiais com falhas) e informações incorretas (como erros em ordens de serviço ou de produção, em pedidos, em faturas etc.)

 

  • Excesso de produção: produção maior do que a necessária ou antes do necessário (“para ganhar tempo”, “para aproveitar o pedido” etc.)

 

  • Espera: tempo perdido esperando pela próxima etapa num processo (tais como equipamento ocupado, demora na aprovação de um documento, sistema fora do ar etc.)

 

  • Transporte desnecessário: movimentações desnecessárias de materiais e produtos (devido a armazéns ou estoques mal organizados, por exemplo), ou de artigos imateriais (e-mails em excesso, com anexos em excesso, múltiplas aprovações etc.)

 

  • Estoques em excesso: materiais e produtos sem processamento

 

  • Movimentos desnecessários: pessoas caminhando até outros setores, até impressoras ou copiadoras, até outros equipamentos etc.

 

  • Processamentos desnecessários: mais trabalho ou características do que o cliente está disposto a pagar (excesso de recursos no equipamento, serviço prestado com excesso de informações, relatórios internos em excesso, cópias adicionais de documentos etc.)

 

Adicionalmente, de acordo com o autor ou com a metodologia à qual o Lean foi associado, agregaram-se outros tipos de desperdício a serem identificados, analisados e eliminados, dos quais citamos:

 

  • Projetos inúteis – produtos ou serviços que não atendem às necessidades do cliente (contribuição de James P. Womack e Daniel T. Jones)

 

  • Talentos desperdiçados – pessoas cujos talentos, habilidades ou conhecimentos são subutilizados pela empresa (contribuição da metodologia Seis Sigma)

 

Os princípios do Lean Thinking seguem uma sequência que determina sua ordem de implantação, execução e contínua reexecução, que são:

 

1. Especificar o valor – sempre pelo cliente e não pela empresa, pois são as necessidades do cliente que lhe fazem valorizar (ou seja, se dispor a pagar) por um produto ou serviço

 

2. Identificar o fluxo de valor – trata-se de esmiuçar a cadeia produtiva, separando os processos em três tipos: os que geram (“agregam”) valor para o cliente; os que não geram valor para o cliente, mas são imprescindíveis (ex.: contabilidade) e os que não geram valor e não são imprescindíveis, os quais devem ser sumariamente eliminados

 

3. Criar fluxos contínuos – ao abandonar a visão departamentalizada dos processos, a empresa adquire grande capacidade de desenvolver, produzir e entregar rapidamente novos produtos ou serviços.

 

4. Permitir a produção puxada – ao invés de ‘empurrar’ produtos e serviços para os clientes através de descontos e promoções, a empresa se capacita a atendê-los quando estes requisitam os produtos ou serviços, eliminando estoques ou disponibilidade pessoal improdutiva

 

5. Buscar a perfeição – este ambicioso objetivo deve ser comum a todos no fluxo de valor identificado, permitindo o contínuo aperfeiçoamento de produtos e serviços para que se mantenham realmente competitivos.

 

Para a implantação dos passos acima, as principais ferramentas utilizadas pelo Lean Thinking são:

 

  • Mapeamento do Fluxo de Valor

  • Métricas Lean

  • 5 S

  • Padronização

  • Kanban

  • Kaizen

  • TPM

  • Redução de Setup

  • Poka-Yoke

  • Gestão Visual

 

Esta é uma breve introdução ao Lean. Entenda quais benefícios específicos ele pode trazer para a sua empresa entrando em contato conosco. Ou ainda melhor: diga-nos qual problema específico em sua empresa você precisa resolver agora. Proporemos uma forma econômica, dinâmica e eficaz para resolvê-lo.

 

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